segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Depois de quatro meses e meio...ora bota o pé no pedali!! Neste últimos dias temos (porque agora já somos duas) temos estado a passear de carro por terras do norte da argentina! É incrivel como no mesmo país pode haver tantas paisagens distintas... Tempo de conversas, cantigas, silêncios, mas no meio disto tudo, volta e meia sai "Ah estamos na Argentina!" As vezes dou por mim a pensar que o oceano é muito mais pequeno do que julgamos. Comeco a voltar a casa aos bocadinhos. E bom voltar a argentina e ouvir de novo este acento que ja tinha saudades... O supermercado que também já e conhecido e as famosas parrilladas!! Aqui comeco a pisar chao conhecido, ainda que nao seja chao portugues. Mas e engracado perceber que nos humanos nos habituamos muito facilmente as coisas e ainda que nao tenha nunca vivido no norte da argentina o facto de estar aqui faz-me já sentir um bocadinho em casa...
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Ora salta aqui, ora salta ali!
Começou oficialmente o meu regresso a pátria! Nest ultima semana comecei a descer o Peru de regresso à Argentina! Um tempo em que vou saltar de sitio em sitio a conhecer estas marivilhas desta America tão fascinante! Dois dias em cada cidade, noites em autocarros, mas com a certeza que os meus olhos nunca viram tanta beleza! Paisagens lindas, sítios que parecem contos de fadas, aventuras que nos levam para outro mundo e tudo o que há para fazer é piscar os olhos e tirar uma fotografia com a memória, com aquela parte do cérebro que não nos deixa nunca esquecer... Inspirar e expirar, sentir os cheiros, e mais uma vez grava-Los nessa memória que guardamos para toda a vida!
Ser turista...
É estranho chegar ao fim de quatro meses e ser turista só agora... Acho que nunca me tinha apercebido disso, como esta ultima semana. Viver quatro meses com gente deste países faz com que seja também um deles. A verdade é que apesar de ser Portuguesa sei que durantes estes meses fui meia uruguaya, argentina, chilena e peruana! Agora neste ultimo més vou ser turista! É estranho falar ingles, fazer as contas em dólares y ser tratada com gringa! Mas no meio de tudo isto sei que alguma coisa muda em relação aos outros, acho que se percebe que nao vim só de passagem, só para ver e ir. As pessoas continuam a abrir as portas, a ajudar, a aconselhar-me o que de mais típico e local há, como para fugir deste turismo que enche os olhos do que nos queremos. Assim este ultimo mês de turismo, como lhe chamo, é também especial porque entre o inglês e o espanhol há sempre um amigo que me mostra o outro lado da cidade, que me recebe ou que me ajuda...
sexta-feira, 29 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Mais uma partida...
Mais um partida...daquelas que custa deixar! Saí, saí sem fazer barulho, já todos estavam a dormir! Tinha de ser assim, que todos se deitem e sonhem, que se deitem antes que me vá. Nao conseguia fazer de outra maneira! Uma história antes de dormir, aventuras em que as personagens principais sao eles, magia e sonhos, para que o sono fosse descansado e eu pudesse partir no meio de tanta imaginacao! Parti bem devagarinho, chorava, nao sabia quando ia voltar! Deixei-os, deixei os meus irmaozinhos que tive durante um mes! Nao foi facil, mas fui descansada sabendo que no dia seguinte iam voltar a sorrir, a brincar, a sonhar...
Assim deixei mais uma cidade, bem devagarinho, sem que ninguém escutasse!
Assim deixei mais uma cidade, bem devagarinho, sem que ninguém escutasse!
sábado, 16 de julho de 2011
Chovia muito e fazia um frio que penetrava pelos ossos adentro, mas não sei porque razão eu estava quente como se fosse totalmente imune a esta frio. Não consegui entender! À volta as pessoas protegiam-se, cada vez com mais casacos, gorros, tudo para que estivessem protegidas desse frio penetrante que paralisava. Elas também não entendiam, quanto mais de abrigavam, mais frio tinham e eu continuava com calor cheia de calor.. Antes, algum tempo antes também tinha frio, muito frio e protegia-me, mas agora estava diferente!
Só mais tarde entendi, só mais tarde quando o calor voltou a desaparecer entendi. Queria voltar a sentir-lo, mas não sabia como..
Assim passeava pela rua desprotegida desse frio que começava a gelar os ossos e uma senhora acercou-se e disse-me "Porque deixaste de acreditar?" e eu não lhe respondi, mas depois entendi, mas esta pergunta ficou a ecoar dentro da minha cabeça, como uma mosca que está fechada num frasco e não consegue sair. Tentei fugir, tentei esquecer, mas a pergunta não se apagava da minha memória e cada vez tinha mais frio! Até que um dia entendi, entendi e já não queria esquecer, queria gritar, queria saltar, queria correr sentir que o calor do meu corpo voltava e cortava o frio... E então voltei a encontrar a senhora e respondi: "sempre que me entrego sem esperar resposta, sempre que me dou de coração livre, sem máscaras, sem protecções o frio já não existe, a alma está cheia e o amor é tão grande que nos aquece até nas noites mais geladas!" e então entendi as pessoas vivem protegidas no seu mundo, presas e cheias de medo e por isso se congelam e se abrigam até já não ser possível ver a cara...
Voltei, queria falar outra vez com aquela senhora, mas desapareceu, já se tinha ido, nunca mais a vi... Já sabia, no fundo já sabia, ela já se tinha ido porque agora era a minha vez: "porque deixaram de acreditar?"
Só mais tarde entendi, só mais tarde quando o calor voltou a desaparecer entendi. Queria voltar a sentir-lo, mas não sabia como..
Assim passeava pela rua desprotegida desse frio que começava a gelar os ossos e uma senhora acercou-se e disse-me "Porque deixaste de acreditar?" e eu não lhe respondi, mas depois entendi, mas esta pergunta ficou a ecoar dentro da minha cabeça, como uma mosca que está fechada num frasco e não consegue sair. Tentei fugir, tentei esquecer, mas a pergunta não se apagava da minha memória e cada vez tinha mais frio! Até que um dia entendi, entendi e já não queria esquecer, queria gritar, queria saltar, queria correr sentir que o calor do meu corpo voltava e cortava o frio... E então voltei a encontrar a senhora e respondi: "sempre que me entrego sem esperar resposta, sempre que me dou de coração livre, sem máscaras, sem protecções o frio já não existe, a alma está cheia e o amor é tão grande que nos aquece até nas noites mais geladas!" e então entendi as pessoas vivem protegidas no seu mundo, presas e cheias de medo e por isso se congelam e se abrigam até já não ser possível ver a cara...
Voltei, queria falar outra vez com aquela senhora, mas desapareceu, já se tinha ido, nunca mais a vi... Já sabia, no fundo já sabia, ela já se tinha ido porque agora era a minha vez: "porque deixaram de acreditar?"
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Joselito, Joselito mi amor...
Se pudesse levava-o comigo! Quando chego corre para abracar-me, pede-me que lhe faca cocegas, é uma forma de se sentir seguro e amado... Hoje saiu do lar e foi brincar com outros meninos, nao imaginam como os olhos brilhavam por ter sido escolhido para ir passear. A outra rapariga que foi seleccionada dizia "José estas seguro que quieres ir? Yo no te voy a cuidar porque quiero estar con los otros niños" e ele respondeu "No te preocupes me voy contigo para te cuidar, porque se te pegan yo te protejo, porque soy hombre!". O José tem 5 anos!
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